Nasceu mais um corninho!


Quase diariamente aquela cena se repetia. Pontualmente ela soltava, sempre do mesmo ônibus, e seguia para casa. Só aos finais de semana é que ela não aparecia. Mas uma coisa mudara. A jovem, antes sorridente estava a cada dia mais triste, com o olhar mais distante.

Em sua casa as coisas também estavam mudando. Sua alegria contagiava todo seu lar. Ela chegava, vestia roupas largas, abria as janelas, varria e tirava o pó enquanto cuidava da janta. O cheiro saboroso ainda se espalhava na vizinhança e ela já estava no banho de onde saia normalmente em um vestido leve, claro e colorido.

Ela ia fechando a casa, botava a mesa, ia para a porta e ficava olhando o horizonte. De repente a rua se iluminava com o seu sorriso e logo depois ele chegava, normalmente com um displicente sorriso, por vezes com flores ou pequenos embrulhos.

Abraçados entravam, fechavam a casa e só eram vistos na manhã seguinte quando juntos saiam de casa. Iam até a estrada brincando, sorrindo e esbanjando alegria. Mas tudo isso passara.

Quem conhecia o casal não conseguia entender o porquê dele passar a chegar mais tarde, normalmente alcoolizado, a princípio ocasionalmente e aos poucos habitualmente. Pela manhã raramente eram vistos juntos. Ela agora só se arrumava para ir ao trabalho, normalmente sozinha e tristonha. Até que um dia...

No horário de sempre ela soltou do ônibus, vestia um de seus leves vestidos e naquele dia seus olhos pareciam mais verdes, brilhavam. Seu caminhar voltara a ser cadenciado, balançando os panos num ritmo sensual. Seus longos cabelos loiros se agitavam com o leve balançar da cabeça e pelos passos firmes e decididos.

Novamente era possível notar seus seios médios e fartos, soltos sob o vestido, bailando e se impondo na paisagem. Seu rebolado leve marcava, pelo peso do tecido, o desenho das nádegas perfeitas. As pessoas que cruzavam com ela matavam a saudade de seu sorriso e de sua bundinha arrebitada.

Do ônibus já em movimento pula um jovem rapaz de másculas feições. Seu corpo se delineava pela camisa justa, aberta no peito, mangas curtas e coladas nos musculosos braços, realçando os largos ombros. A calça bem cortada permitia adivinhar as coxas grossas, com músculos delineados e a firmeza dos passos mostravam sua personalidade marcante e decidida.

As coxas bem delineadas ficaram quase toda à mostra quando ela acelerou os passos com suas pernas fortes. Ela parecia agora preocupada, parecia querer fugir de qualquer aproximação. Seu rosto ganhara rubor e seus lábios, seus olhos (e seu sorriso sonso), ficaram destacados e mais belos. Pelo seu decote era possível perceber seu peito arfando e até adivinhar um coração acelerado.

Os cabelos negros do rapaz brilhavam na luz do fim do dia e emolduravam seu rosto preocupado e seus olhos fixos em seu objetivo. Suas pernas davam mais e mais velocidade ao corpo. Ele não corria, mas seus passos largos faziam com que ele ganhasse terreno ficando cada vez mais próximo dela.

Ela, apressada, abriu o portão e se jogou para o corredor abrindo a porta de sua casa sendo interrompida por um braço forte que, segurando o seu, conteve seus passos e fez com que seu corpo rodasse colocando-a de frente a ele. Audacioso ele puxa aquela mulher para perto de si e toda sua resistência é insuficiente para mantê-la afastada. Assim tão próxima percebe o rosto do homem crescer em sua direção, seus lábios alcançando os dela e, sem tempo para reagir ela é beijada.

Durante o beijo ele cola seu corpo ao dela. Seus braços se fecham em suas costas. Os beijos se sucedem e se espalham por seu rosto e sempre retornam à boca como se precisasse ficar saciado de uma intensa sede.

Enquanto bebe, suga, consome, aquela mulher, ele toma todo o corpo em seu colo e, aos beijos, entra na casa. Ela acorda do devaneio, tenta resistir aos calorosos carinhos que a envolve, mas sucumbe aos seus próprios desejos, ao seu próprio apetite.

Aos poucos seu corpo vai surgindo da queda lenta de seu vestido. Antes que ele caia definitivamente a camisa dele vai ao solo. As bocas se experimentam, se provam, se chupam, se mordem. As mãos se perdem na descoberta do corpo e do prazer alheio. Não se ouvem palavras, apenas suspiros, gemidos, grunhidos e por vezes gritinhos e sorrisos.

Eles brincam entre si, brincam com seus corpos. As mãos e os lábios são instrumento de doce tortura. Enquanto ela lhe beija o centro do corpo seus lábios sossegam e suas mãos agradecem. Ele a levanta. Joga seu corpo na cama onde dormira apenas com seu marido, e tenta alcançar e sugar sua alma para dentro de si mesmo, prendendo-a entre seus lábios, brincando com a língua até arrancar dela a ausência de fôlego, o estertor do auge do prazer. Do prazer que arrepia, que contrai, que se inflama e lastra. Do prazer que relaxa enquanto amplia o desejo. Do prazer que satisfaz e que realça o vazio que se instala no âmago daquela mulher que agora precisa ser possuída para se sentir completada.

Novo embate se anuncia e se instala. Ela assume o comando e vence as resistências recebendo dentro de si todo esplendor do macho dominado. Ela se agita, se contorce, eleva o corpo para imediatamente deixá-lo cair numa posse só sua, veloz, cadenciada, prazerosa. O suor se espalha por seus corpos e nela uma urgência se manifesta e a transtorna.

Transtornada é presa fácil. Ele rola sobre seu corpo e a domina. Prende seus braços no alto, com o corpo eleva suas pernas, vai mais fundo, se aprofunda e se enfurece. Agora é luta, é busca, é consenso. Ambos almejando um só objetivo. Cada um buscando o prazer do outro como troféu da conquista. Do embate, o rugido é envolvente, ofegante, contínuo, ritmado, sem nexo, maravilhoso, eterno, pleno.

Quando o prazer se anuncia um busca no olhar do outro o momento supremo, nas carícias uma pseudo calma agradece a entrega e aprofunda as sensações. E num grito uníssono se possuem. Entregam-se. Completam-se. Unem-se. Ele é ela. Ela é ele. A energia comum flui de um para o outro num jogo de contrações desencontradas, num fluxo de fluídos, na eternidade do instante. E tudo, tudo se consome, se clareia, ganha contorno e voltam, aos poucos, lentamente, à realidade que se impõe.

Mas o real não é o fim do idílio. Novos beijos, corpos colados em abraços, carícias leves no rosto, nos braços, no peito. Cumplicidade de sorrisos, vez ou outra alguns risos, surgem umas cosquinhas, uns tapinhas e mais uns beijos e, como no fim dos sonhos, acordam, se arrumam, se ajeitam, se despedem, se comprometem e trocam juras, ele se vai.

Ela fica na porta, olhando sorrindo para o horizonte. Já não espera a chegada, sofre a saudade da partida até o dia seguinte. Hoje ela não vai esperar seu marido, vai dormir mais cedo, sonhar com o seu amado, esperar o novo dia, o novo encontro. Enquanto isso, num barzinho, enchendo a cara, nasceu mais um corninho!



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